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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Turismo - Cabo Frio - Parque Estadual da Costa do Sol - Praia da Dunas - Danos Ambientais

Trecho do Parque Estadual da Costa do Sol - Praia das Dunas

Há mais de 30 anos, frequento a chamada Região do Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, especialmente as cidades de Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Cabo Frio.

Esta última foi eleita pela minha família como um refúgio de fim-de-semana e de férias para fugir do caos urbano do Rio de Janeiro e por esta razão tenho uma relação muito estreita com ela.

Há 30 anos, Cabo Frio era uma pequena cidade litorânea de veraneio, com uma orla repleta de praias com dunas e areias brancas e mar cristalino; em contrapartida, era carente de infraestrutura (faltas de energia elétrica e de água irregulares, ruas não pavimentadas e sem drenagem etc.).

De 1980 para 2016, Cabo Frio passou por muitas transformações que melhoram as suas condições como ambiente urbano, mas o preço que vem sendo pago com isso, em termos ambientais, tem sido inegavelmente alto.

Com a substituição das antigas casas por incontáveis condomínios de apartamentos, o número de turistas cresceu exponencialmente ao longo destes anos.

Ciente de que o crescimento do turismo e, por conseguinte, da especulação imobiliária na região geraria grande impacto nos ecossistemas próximos ao litoral, o governo estadual, por meio do Decreto Estadual n° 42.929/11, criou o Parque Estadual da Costa do Sol, abrangendo vários trechos das orla de Cabo Frio, dentre outros município, tendo como principais objetivos de sua criação: “assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica e ecossistemas associados da região das baixadas litorâneas (restingas, mangues, lagoas, brejos, lagunas, entre outros), possibilitando a recuperação das áreas degradadas ali existentes; manter populações de animais e plantas nativas, servindo como refúgio para espécies migratórias raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas; oferecer oportunidades de visitação, recreação, interpretação, educação e pesquisa científica; possibilitar o desenvolvimento do turismo no seu interior - uma vocação natural dessa região do Estado - além de atividades econômicas sustentáveis no seu entorno”. (Trecho extraído do sítio http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008423 - grifos nossos).

Placa de alerta aos usuários no início de uma das trilhas de acesso ao parque.
De fato, pelas fotos abaixo, obtidas no parque num trecho de pouco mais de 600 metros de extensão (vide mapa a seguir), unicamente no município de Cabo Frio, é possível verificar a abundância de sua fauna e flora.

Trecho do parque no qual foram obtidas as fotos desta postagem.
Bico-de-lacre.
Coruja-Buraqueira.
Anu-Preto.
Anu-Branco.
Alguns exemplares da flora do parque.
Apesar disso, as fotos abaixo constituem a triste realidade do parque ao longo não só da orla de Cabo Frio, como também em trechos existentes em outros municípios: lixo para todo o lado deixado por turistas que praticam uma modalidade de turismo que pode ser classificada como predatória e por atividades econômicas não sustentáveis dentro do parque (barracas de bebidas e alimentos que não se preocupam em recolher o lixo gerado por seus clientes), isto sem contar os inúmeros veículos automotores (utilitários, bugres, quadriciclos e motos) que circulam livremente por cima da vegetação.

Lixo em meio às dunas do parque.
Copo plástico jogado na vegetação, acumulando água da chuva, possibilitando a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como dengue, chikungunha e zika virus.
Lixo lançado em meio à vegetação do parque.

Some-se a isso a total omissão governamental, pois no parque não se vê nenhuma ação de conscientização ou de fiscalização das atividades de turismo ou comercial praticadas dentro da área do parque, nem mesmo de coleta do lixo ali abandonado.

Se não houver mudanças rápidas na forma de gestão (ou melhor, na falta dela) do parque e de uso deste pelos seus usuários, em breve só restará nele areia e a vaga lembrança da fauna e flora que um dia o habitaram.

Então, faça a sua parte; é simples: Ao visitar este e qualquer outro parque, não deixe nada, a não ser pegadas; não mate nada, a não ser o tempo; não tire nada, a não ser fotos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Corridas - Desafio Rocinha de Braços Abertos - 22/01/2012


Como parte de uma série de eventos objetivando a integração com os moradores de diversas comunidades pacificadas no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas o DESAFIO ROCINHA DE BRAÇOS ABERTOS, com corridas de 5 e 10 Km, além de corrida infantil.
O evento ocorrerá no dia 22/01/2012, com largada às 08:00hs para os 5 e 10 Km e às 11:00hs para a corrida mirim (até 12 anos).
O trajeto diferenciado é um grande atrativo: percorrerá vielas, escadarias e trilhas dentro da Rocinha.
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 15/01/2012, sendo gratuitas para corredores da comunidade da Rocinha e corredores-mirins e com taxa de R$ 40,00 para os demais atletas.
A entrega dos kits será nos dias 19 e 20 de janeiro, das 09 às 18 horas, na Arena do Evento, em frente ao Complexo Esportivo da Rocinha.
Além das corridas, haverá ainda uma série de atividades paralelas, como grafites e concurso de fotografias.
Maiores informações e inscrições através do site www.rocinhadebracosabertos.com.br.
Abs e até a próxima!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Corridas - I Corrida Solidária 2012 - Doação de Leite em Pó ao INCA



Sabemos que uma corrida de 38 Km exige uma preparação física rígida, mas um gesto de solidariedade simples como a doação de uma lata de leite em pó para uma instituição séria e tão importante quanto o INCA (Instituto Nacional do Câncer) é um gesto muito simples e ao alcance de muitos de nós.
Por isso, vale a divulgação desta corrida, que será realizada no dia 08/01/2012, com largada às 07:30Hs, no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos, situado na Avenida Marechal Fontenelle, 1.000, Campo dos Afonsos, e chegada em frente ao INCA, na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio de Janeiro.
A inscrição será feita no dia da corrida, através da doação das latas de leite em pó, no local e horário da largada.
As latas de leite em pó também poderão ser doadas  no local da chegada.
Quem não puder ou não tiver disposição ou preparo físico para percorrer os 38 km da corrida, poderá correr o quanto quiser, entrando no pelotão em qualquer ponto do percurso.
Não poderei correr, mas passarei na chegada para fazer a minha parte! Se puder, ajude também!
Abs para todos e até a próxima!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Voluntariado - Reflorestamento do Parque Estadual do Grajaú - Rio de Janeiro/RJ - 20/11/2010

A área do reflorestamento já preparada para receber as novas mudas. As pessoas de camisa branca com o emblema de reflorestamento foram as responsáveis pela preparação do terreno e fazem a manutenção regular da área.
 Acredito que todos que praticam alguma atividade em contato com a natureza têm sempre em mente o ditado que afirma que "não se mata nada, a não ser o tempo; não se leva nada, a não ser fotos; não se deixa nada, a não ser pegadas".
Porém, só isso não é suficiente para evitar danos ao meio ambiente.
O ditado acima prega o mínimo impacto, mas, por menor que seja, ele sempre está presente.
Afinal, em qualquer caminhada ou escalada, como afirma o próprio ditado, deixamos pegadas!
Essas pegadas são inevitáveis e, invariavelmente, geram erosão nas trilhas (quantas vezes não percorremos trilhas rebaixadas quase à altura dos joelhos em relação ao resto do terrenos ou com várias ramificações desnecessárias que se encontram poucos metros mais a frente?).
Foto área extraída do Google Earth demonstrando várias ramificações da trilha entre os campings da Tronqueira e do Terreirão, no Parque Nacional da Serra do Caparaó.
 Então, devemos buscar alternativas para compensar estes danos, e as atividades de reflorestamente ou de manutenção de trilhas são boas opções para isso.
Pensando nisso, no feriado do dia 20 de novembro deste ano, o Clube Excursionista Light (CEL) efetuou atividade de reflorestamento no Parque Estadual do Grajaú, com o replantio de 30 mudas de árvores nativas.
Uma das mudas que plantei (foto: Renato Moura).
 O parque, em razão de gestão compatilhada, está sendo paulatinamente reflorestado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em parceria com moradores de comunidades estabelecidas em seus arredores.
O trabalho tem apresentado bons resultados, principalmente, acredito eu, eu razão do envolvimento da população local.
Normalmente, este tipo de trabalho é pesado, mas, como nesta ocasião contamos com a ajuda dos moradores da comunidade Nova Divinéia, já envolvidos no reflorestamento do paque a um bom tempo como já mencionado, chegamos já com as covas das mudas prontas e adubadas, necessitando apenas do plantio e irrigação delas.
Como os dias seguintes foram chuvosos, acredito que tenha havido êxito em mais este trecho do reflorestamento, compensando a natureza por nossas "pegadas" deixadas durante as caminhadas.
Feito este breve relato, cumpre a mim fazer um pedido a todos: sempre que possível, participem de atividades semelhantes, entrando em contato com as administrações das unidades de conservação ambiental e oferencendo ajuda para  reflorestamento ou manutenção das trilhas, pois o número de funcionários disponíveis nunca é suficiente para cobrir áreas tão grandes.
A esse respeito, sempre que eu tiver notícias de outros mutirões de reflorestamento ou de manutenção de trilhas, farei a postagem no blog.
Uma outra opção para quem tiver interesse neste tipo de voluntariado pode ser encontrada no site do programa "Acesso às Montanhas" (www.acessoasmontanhas.org), pelo qual o interessado pode se cadastrar e receber avisos a respeito das atividades agendadas.
Outras fotos do reflorestamento mencionado nesta postagem podem ser encontradas no site do CEL, através do seguinte link: http://www.celight.org.br/ondeestivemosfotos.php?ID_Materia=57.
Abs para todos e até a próxima!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Caminhadas - Forte do Leme - Rio de Janeiro/RJ - 27/09/2009

Entrada da fortificação no alto do Morro do Leme.
A máxima que diz que se deve passar pelo purgatório para se chegar ao paraíso nem sempre corresponde à realidade. Pelo menos em termos de caminhadas no Rio de Janeiro...
Exemplo disso é a caminhada até o alto do Forte do Leme (também denominado Forte do Vigia ou Forte Duque de Caxias), situado na praia do Leme.
Confesso que, apesar de ser carioca e  de já ter ouvido falar dessa fortificação, eu não tinha a menor idéia de que ela fosse aberta à visitação, que seu acesso fosse fácil (pouco íngrime e calçado!), e que, além de tudo, tivesse uma belíssima vista de vários pontos turísticos do Rio de Janeiro.
Você acha que terminaram as boas notícias?
Se você respondeu afirmativamente, lamento informar-lhe que você se enganou.
Além de tudo, é uma caminhada extremamente segura, pois todo o caminho é feito dentro uma área do Exército, dispondo, inclusive, de estacionamento fechado reservado para os visitantes do Forte.
Ou seja, esta caminhada é perfeita para ser feita com a sua família, mesmo se você tiver filhos pequenos, como eu, que fiz com o meu filho que, na época, tinha aproximadamente três anos e meio (mesmo assim, se você achar melhor não subir a pé, é possível optar pelo uso de uma van do exército que percorre esse trajeto em dois horários diferentes, mediante o pagamento de uma pequena tarifa). 
O passeio tem início no final da Praia do Leme e segue uma estrada de paralelepípedos de aproximadamente 800 metros até o ponto mais alto do Morro do Leme, onde está instalado o Forte.
Acompanhado por crianças pequenas, a caminhada dura aproximadamente 40 minutos e o caminho, por si só, já pode ser considerado um espetáculo. Ao longo dele é possivel admirar a vista da Fortaleza de Santa Cruz e das praias dos Fortes Imbuhy e Rio Branco - estes localizados em Niterói - e da Ilha de Cotunduba, além de plantas e animais (especialmente micos, para a alegria da garotada).
Já no alto do Morro do Leme, tem-se acesso à fortificação propriamente dita, composta por diversos pátios guarnecidos por canhões alemães do início do século passado, todos em excelente estado de conservação. Um verdadeiro paraíso para a imaginação fértil da criançada!
E, para quem não liga para história, mas não resiste a uma bela paisagem, vem o melhor do passeio: a vista completa das Praias do Leme e de Copacabana (foto abaixo) e também do Morro do Pão de Açúcar, por exemplo (outras fotos no Picasa: http://picasaweb.google.com.br/108300806397402382091/ForteDoLeme#)!

Vista para as Praias do Leme e de Copacaba. À esquerda, vê-se o Forte de Copacabana (também uma excelente opção para visitação).
Pelas fotos desta postagem e do site, acho muito difícil que você não tenha se sentido tentado a fazer esta caminhada. Então, reúna a sua família e os seus amigos e ponha-se a caminhar!
Como não podia deixar de ser, vão algumas dicas:
- Procure chegar cedo, principalmente no verão, pois o clima ameno torna a caminhada mais agradável e menos cansativa para a criançada;
- Como em grande parte do caminho há exposição ao sol, apesar da vegetação, é recomendável o uso de protetor solar;
- E, por fim, aconselho levar pelo menos 1 litro de água por pessoa e lanche. Ao longo do caminho, como já falei, há vários pontos onde a vista é fantástica, valendo dar uma parada para admirá-la, sendo, ainda, uma ótima oportunidade para reidratar e repor a energia da garotada - apesar da certeza de que, com tantas novidades, as crianças só sentirão o cansaço no fim do passeio, após a volta.
Maiores informações sobre horários, tarifas e história desta fortificação podem ser obtidas no site oficial do Exército Brasileiro, no seguinte endereço: http://www.exercito.gov.br/01inst/Historia/Fortes/vigia.htm.
É isso.
Abs para todos e até a próxima!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Canoagem - Remada ao Forte da Lage - Rio de Janeiro - 19/09/2009

Portal de entrada do Forte da Lage.
Nessa postagem vai a dica de um passeio pouco convencional, que é a remada ao Forte da Lage (Aqui cabe uma observação: apesar de a escrita correta ser "laje", nesta postagem faço uso da palavra "lage" apenas em respeito à denominação da fortificação, constante no portal de entrada da mesma - foto acima), uma fortificação construída no meio da saída da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro/RJ, a aproximadamente 2,5Km da Praia da Urca (nosso ponto de partida).
Rota em vermelho, com partida da Praia da Urca e destino para o Forte da Lage (2,5Km).

Praticamente, a história deste roteiro tem início entre o final de agosto e início de setembro de 2009, quando Marcia Moura, guia do Clube Excursionista Light (CEL), incluiu esta prancheta no site do clube. Independente de maiores informações, a prancheta nada convencional rapidamente atingiu o número de participantes previstos.
Apesar da programação ter sido coordenada pela guia do CEL, quem guiou a remada foram integrantes do Clube Carioca de Canoagem (http://www.clubecariocadecanoagem.com.br/), que têm grande prática nesta atividade.
Nossa primeira tentativa de remada até o Forte foi frustrada, em razão das más condições do mar na data prevista para a empreitada.
A remada só foi possível na semana seguinte à primeira tentativa, ou seja, dia 19/09/2009. Neste dia, ao chegarmos na Praia da Urca antes das 08:00Hs, encontramos um dia nublado, mas com pouco vento, razão pela qual o mar estava extremamente calmo.
Com um pouco de atraso, iniciamos a nossa remada divididos em 11 caiaques. Por questões de segurança, seguimos todos agrupados, margeando a orla da Urca até chegarmos à altura do Forte São João, ponto a partir do qual nós passamos a remar entre a Baía de Guanabara, à nossa esquerda,  e o mar aberto, à nossa direita.
Após pouco mais de uma hora remando, finalmente chegamos à laje na qual está construída a fortificação. Foi aí que começaram os momentos mais curiosos deste dia. Em primeiro lugar, os caiaques não puderam ficar amarrados próximos à laje, porque corriam o risco de serem danificados pela rocha por causa do movimento das ondas. Então, para amarrá-los, tivemos que laçar, ainda sentados nos caiaques, um pier que se projeta para cima da Baía de Guanabara a uma altura de 2,5 metros. Depois disso, não houve outro jeito de subir no Forte, a não ser nadando do local onde os caiques foram amarrados até uma escada encravada na rocha. A descida do caiaque, para quem  não tem hábito, se resume à certeza de que ele vai virar e de que você terá que se controlar para não se desesperar nesse momento. Conosco foi assim. Quase todos viraram com os caiaques no momento do desembraque. A escada de acesso merece comentários à parte, pois, com a maré baixa, o primeiro degrau estava um tanto alto, sendo necessária uma pequena "escalada" para alcançá-lo.
Ultrapassados esses pequenos obstáculos, tivemos acesso ao Forte, tanto à parte externa quanto à interna.
Apesar de muito degradado pela ação do tempo e, especialmente pela oxidação causada pela água salgada, o Forte da Lage é um excelente local para visitação, pois é possível admirar alguns pontos turísticos (Pão de Açúcar, Fortaleza de Santa Cruz e Forte São João) através de uma perspectiva diferente (outras fotos no link http://picasaweb.google.com.br/108300806397402382091/ForteDaLage#).
Após fazermos uma breve exploração do local, tirarmos nossas fotos e fazermos um lanche para repor a energia, reiniciamos a nossa remada de volta para a Praia da Urca, onde encerramos a nossa prancheta com a certeza de que fizemos algo simplesmente incomum para a maioria das pessoa, apesar da proximidade do Forte com as cidades de Niterói e do Rio de Janeiro.
Caso você tenha interesse em fazer este passeio, vão algumas dicas:
- Sempre contrate um guia especializado em canoagem que conheça a região. Vale ressaltar que esta é a forma mais segura de fazer este passeio, pois a saída da Baía de Guanabara concentra fortes correntezas que não devem ser enfrentadas sem a ajuda de alguém que tenha muita prática;
- Nunca deixe de usar colete salva-vidas, mesmo que você saiba nadar bem. Além de ajudá-lo a flutuar caso o caiaque vire, ele serve ainda para ajudar que outras embarcações maiores e mais rápidas o visualizem com mais facilidade. Não custa lembrar que o trecho entre o Forte da Lage e o Forte São João, nos fins-de-semana e feriados, é muito utilizado como passagem de lanchas que entram e saem da Baía de Guanabara com velocidades relativamente altas e que podem ter dificuldade para enxergar um caiaque, que além de pequeno, muitas vezes chega a desaparecer em meio às ondulações sempre presentes na região, mesmo em dias de mar calmo;
- Ao longo da remada, com certeza, você irá se molhar. Por essa razão, todos os seus documentos, alimentos e equipamentos devem estar protegidos em bolsas ou caixas-estanques. Uma boa alternativa para quem usa whey protein é utilizar um pote deste tipo de suplemento alimentar como caixa-estanque;
- Se você fizer o passeio decidido a visitar o Forte, e não apenas remar até lá, aconselho que vá calçado com uma sandália do tipo papete ou um tênis velho, pois a escada de acesso ao Forte é incrustada de cracas, que geram cortes que normalmente acabam inflamando e deixando cicatrizes;
- Considerando o mau estado de consevação do Forte, vale a recomendação de que, antes de acessar a parte interna do forte ou a superior, sejam verificadas as condições das escadas de acesso e das demais estruturas. Na ocasião em que estivemos no Forte, a escada que dá acesso à parte superior já estava bem comprometida e a estávamos utilizando com apenas uma pessoa por vez.
- Se for visitar a parte interna, não se esqueça de levar lanterna, pois lá dentro a escuridão é total, já que não há janelas no Forte.
- Verifique previamente a previsão do mar. Se houver possibilidade de ressaca, não faça o passeio. O Forte da Lage, nessa condições, é atigido por ondas grandes. Em abril de 2010 foram registradas ondas de 4 metros na região, como foi noticiado no Fantástico e no site Rico Surf! (http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1565612-15605,00-SURFISTAS%20APROVEITAM%20RESSACA%20COM%20ONDAS%20ENORMES%20NO%20RIO.html / http://ricosurf.globo.com/NoticiasRicosurf2.asp?id=11831
De resto, fica o desejo de um bom passeio, caso resolva fazê-lo algum dia.
Abs para todos e até a próxima!